sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Andei pensando em algumas palavras das quais gosto bastante. Nada demais, no entanto.
Uma que sempre me faz recorrer ao dicionário é:
Idiossincrasia Datação: 1840
n substantivo feminino
1 Rubrica: medicina.
predisposição particular do organismo que faz que um indivíduo reaja de maneira pessoal à influência de agentes exteriores (alimentos, medicamentos etc.)
2 característica comportamental peculiar a um grupo ou a uma pessoa
Etimologia
gr. idiosugkrasía,as 'temperamento particular'
Uma que sempre me faz recorrer ao dicionário é:
Idiossincrasia Datação: 1840
n substantivo feminino
1 Rubrica: medicina.
predisposição particular do organismo que faz que um indivíduo reaja de maneira pessoal à influência de agentes exteriores (alimentos, medicamentos etc.)
2 característica comportamental peculiar a um grupo ou a uma pessoa
Etimologia
gr. idiosugkrasía,as 'temperamento particular'
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Apesar de meu diploma, nunca fui uma leitora muito ávida. Talvez por conta do trabalho. Mas nos últimos meses, me peguei com uma quantidade considerável de livros LIDOS (!), e fiquei pensando no que fiz para alcançar tal êxito:
1) Leio ficção antes de dormir. Prefiro deixar os assuntos mais técnicos para outros momentos, pois fico com a cabeça repleta de ideias e bate preguiça de me levantar para pegar meu caderninho: costumo fazer um chá camomila ou hortelã e abraçar alguns capítulos antes de dormir. E prefiro o livro de papel. E gosto de deixar o abajur ligado por um tempinho antes de finalmente adormecer. É relaxante.
2) Transporte público: quem vive em uma cidade grande e/ou leva um certo tempo para se deslocar de casa para o trabalho/escola sabe do que estou falando. Me acostumei a ler no balanço do busão ou quando pego o metrô. E por ali leio de tudo: ficção, não ficção e revistas. Adoro revistas, e acho que tendem a ser uma leitura mais rápida.
3) Livro-obsessão: há livros que nos perseguem até terminarmos sua leitura. Passei por isso algumas vezes na vida e não conseguia não pensar na história quando deveria estar fazendo outras coisas. Para esses casos abro uma exceção e leio quando posso ou não. Só penso em terminar.
Não sei vocês, só que fico feliz da vida quando termino de ler a última palavra do último parágrafo. É gratificante de algum modo. E para terminar, acho que foi "modice" há um tempinho, mas não consigo deixar de querer uma clutch livro:
1) Leio ficção antes de dormir. Prefiro deixar os assuntos mais técnicos para outros momentos, pois fico com a cabeça repleta de ideias e bate preguiça de me levantar para pegar meu caderninho: costumo fazer um chá camomila ou hortelã e abraçar alguns capítulos antes de dormir. E prefiro o livro de papel. E gosto de deixar o abajur ligado por um tempinho antes de finalmente adormecer. É relaxante.
2) Transporte público: quem vive em uma cidade grande e/ou leva um certo tempo para se deslocar de casa para o trabalho/escola sabe do que estou falando. Me acostumei a ler no balanço do busão ou quando pego o metrô. E por ali leio de tudo: ficção, não ficção e revistas. Adoro revistas, e acho que tendem a ser uma leitura mais rápida.
3) Livro-obsessão: há livros que nos perseguem até terminarmos sua leitura. Passei por isso algumas vezes na vida e não conseguia não pensar na história quando deveria estar fazendo outras coisas. Para esses casos abro uma exceção e leio quando posso ou não. Só penso em terminar.
Não sei vocês, só que fico feliz da vida quando termino de ler a última palavra do último parágrafo. É gratificante de algum modo. E para terminar, acho que foi "modice" há um tempinho, mas não consigo deixar de querer uma clutch livro:
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Cada um deve ter seu placebo psicológico ou físico.
Engordei uns bons quilos, subir escada se tornou uma odisseia e comer como uma pessoa normal, bem, vamos falar sobre isso numa outra hora.
Fiquei pensando em como lido com as minhas adversidades. Talvez seja escapismo, talvez eu seja incrível!
Eu me conscientizei de que não posso comer como um panda fugitivo. Preciso ser razoável e cuidar da vida que me habita. Por isso, hoje ataquei o arroz integral, alface, bife e farofa. Teve bom. Tomei suco de laranja e na sobremesa bati uma gelatina de limão. Estou sem palavras, sabe?
Mas a verdade também é que algumas pessoas nos ajudam, mesmo que seja sem querer. Seja com uma palavra de incentivo, ou um sorriso. Quem sabe até com um bom dia sincero — estou CANSADA de ser ignorada nos meus bons dias. Morram! — de verdade verdadeira. Nos últimos tempos, se houve uma coisa que aprendi é que às vezes o apoio e a compreensão veem dos lugares mais inesperados, e que até mesmo na hora de devorar uma pratada, temos a cumplicidade homeopática de alguém que pode até não dizer nada, porém nos lê.
Engordei uns bons quilos, subir escada se tornou uma odisseia e comer como uma pessoa normal, bem, vamos falar sobre isso numa outra hora.
Fiquei pensando em como lido com as minhas adversidades. Talvez seja escapismo, talvez eu seja incrível!
Eu me conscientizei de que não posso comer como um panda fugitivo. Preciso ser razoável e cuidar da vida que me habita. Por isso, hoje ataquei o arroz integral, alface, bife e farofa. Teve bom. Tomei suco de laranja e na sobremesa bati uma gelatina de limão. Estou sem palavras, sabe?
Mas a verdade também é que algumas pessoas nos ajudam, mesmo que seja sem querer. Seja com uma palavra de incentivo, ou um sorriso. Quem sabe até com um bom dia sincero — estou CANSADA de ser ignorada nos meus bons dias. Morram! — de verdade verdadeira. Nos últimos tempos, se houve uma coisa que aprendi é que às vezes o apoio e a compreensão veem dos lugares mais inesperados, e que até mesmo na hora de devorar uma pratada, temos a cumplicidade homeopática de alguém que pode até não dizer nada, porém nos lê.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Fico curiosa ao revisitar algumas lembranças. Eu nem sabia mais que as tinha. Talvez sejam as minhas leituras recorrentes a respeito de comportamento, sobre o comportamento das mulheres fortes e poderosas e como a amamentação pode colaborar maravilhosamente com o emagrecimento pós-parto.
Voltando às lembranças: eu as tenho, e isso é assustador.
E até que ponto devo abraçá-las e embalá-las e fazê-las dormir? Ou é melhor enfrentar as atitudes que tomei, por mais inadequadas que me pareçam agora, e encarar tudo com a aparente maturidade que adquiri?
Tudo mudo de perspectiva diante de certas circunstâncias e rumos.
Eu imaginava que minha vida seria
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________, só que ela se mostrou dfhslfsnfkndfieurekfke^^^^^^^^.................¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨!!!!!!!!!!!!!!@@@@@@@@@@@@#####$$$$$%%%¨¨&&&**()))))))^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^dljkfhsjfhuhfuheehkrkejrkejrkjekrjkejrkejrk.
É ruim?
Não.
Aposto minhas fichas no termo inesperado. Acho que se encaixa bem, sabe? Até porque, que atire a primeira pedra quem não se viu às voltas consigo mesmo.
Quanto às lembranças, resolvi aceitá-las. Podem não ser tudo o que sonhei, mas foram vividas e são as que tenho. E há muitas, muitas mesmo realmente boas.
Voltando às lembranças: eu as tenho, e isso é assustador.
E até que ponto devo abraçá-las e embalá-las e fazê-las dormir? Ou é melhor enfrentar as atitudes que tomei, por mais inadequadas que me pareçam agora, e encarar tudo com a aparente maturidade que adquiri?
Tudo mudo de perspectiva diante de certas circunstâncias e rumos.
Eu imaginava que minha vida seria
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________, só que ela se mostrou dfhslfsnfkndfieurekfke^^^^^^^^.................¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨!!!!!!!!!!!!!!@@@@@@@@@@@@#####$$$$$%%%¨¨&&&**()))))))^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^dljkfhsjfhuhfuheehkrkejrkejrkjekrjkejrkejrk.
É ruim?
Não.
Aposto minhas fichas no termo inesperado. Acho que se encaixa bem, sabe? Até porque, que atire a primeira pedra quem não se viu às voltas consigo mesmo.
Quanto às lembranças, resolvi aceitá-las. Podem não ser tudo o que sonhei, mas foram vividas e são as que tenho. E há muitas, muitas mesmo realmente boas.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Na frente era um poema
atrás sempre tinha uma sombra
mas agora onde quer que olhe
também tem sombra
em tudo há sombra
a não ser onde você está
Meu farol de Alexandria
você é Ítaca
na minha vida de Ilíada
É minha Helena
Meu calcanhar de Aquiles
O Cavalo de Tróia.
É minha glória e maior derrota.
Te encontrei na sombra,
com sombra, batom e um perfume Chanel
convivi com seus sapatos virados
seus cabelos despenteados
seus vestidos listrados
seus momentos delicados.
Tenho saudade dos nossos tempos perfeitos
do que eu sentia quando estava do seu lado
tenho saudades do que eu vivi e quem fui
nos nossos planos não concretizados
Você é meu paradoxo
meu primeiro divórcio
você virou aquele negócio
que me incomoda antes de dormir.
você é meu ócio
meu toxico
meu paraíso, estéril
minha poesia, minha melodia
Você é minha revolta
meu masoquismo,
dor
sabor
odor
amor.
Tudo volta
No refluxo da minha alma
Que transborda.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Dizem que a gente encontra possibilidades terapêuticas ao lavar louça, escrever, dormir, trabalhar. Eu optei por escrever. Porque tá tão vazio aqui que não sei nem por onde começar. Preciso preencher esta caixa de texto para que assim, talvez quem sabe, eu me sinta repleta de algo que não sejam ossos e pele e neurônios, pelo que dizem. Quero acreditar que são eles os responsáveis por isso. Não ele. Não eu. Não foi nossa culpa, sabe?
Então eu vou levando, um dia de cada vez. Minha cabeça não pesa no travesseiro, não é insuportável. Quero achar que não, é claro. Mas foi culpa dos dois. Eu reconheço a minha. Ele sabe da dele. Não foi um acidente de carro, ninguém vomitou na montanha-russa nem se jogou da ponte. E não me ensinaram a lidar com isso na escola, nem fazer uma análise do discurso quando algo que não é lógico fala mais alto. Também não me ensinaram como calcular probabilidades de coisas tão improváveis e de lidar com elas. Isso deveria ser passível de processo na vara cível. A gente aprende uma porrada de coisa inútil e não aprende a lidar com ausência, saudade e dor de cotovelo. E ainda tem gente que chega com aquele papo de que o tempo cura tudo.
Cura, cura sim.
Mas pra isso tem que ter tempo. E tempo, às vezes, pode ser aquilo que temos enquanto repassamos o que foi, é e poderia ter sido.
E, por mais que doa, e muito, é feroz o vazio que nos assola quando não há mais. Nem por quê.
De qualquer modo, foi.
E eu te amo, mesmo que o final do filme não tenha sido do jeito que nós queríamos.
Então eu vou levando, um dia de cada vez. Minha cabeça não pesa no travesseiro, não é insuportável. Quero achar que não, é claro. Mas foi culpa dos dois. Eu reconheço a minha. Ele sabe da dele. Não foi um acidente de carro, ninguém vomitou na montanha-russa nem se jogou da ponte. E não me ensinaram a lidar com isso na escola, nem fazer uma análise do discurso quando algo que não é lógico fala mais alto. Também não me ensinaram como calcular probabilidades de coisas tão improváveis e de lidar com elas. Isso deveria ser passível de processo na vara cível. A gente aprende uma porrada de coisa inútil e não aprende a lidar com ausência, saudade e dor de cotovelo. E ainda tem gente que chega com aquele papo de que o tempo cura tudo.
Cura, cura sim.
Mas pra isso tem que ter tempo. E tempo, às vezes, pode ser aquilo que temos enquanto repassamos o que foi, é e poderia ter sido.
E, por mais que doa, e muito, é feroz o vazio que nos assola quando não há mais. Nem por quê.
De qualquer modo, foi.
E eu te amo, mesmo que o final do filme não tenha sido do jeito que nós queríamos.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Que as pessoas nem sempre são o que parecem, a gente sabe.
Quantas vezes não me peguei pasma depois de me dar conta de que a amiguinha meiga na verdade não passava de uma criança malcriada e petulante; a pessoa mais ranzinza, de repente, se mostrou disposta e presente. O peguete cheio de amor para dar, atencioso etc, não passava de um cafajeste da-que-les. É bom quando acontece uma dessas de vez em quando. A gente percebe que observar faz mais sentido do que falar; falar é bobeira. O peixe morre pela boca.
Tem gente que presta atenção demais, tem gente que de menos.
A Chloe, por exemplo, ela é nota dez. A menina lança olhares fulminantes, diz à mãe que "that´s enough" no carrossel, e me parece uma das criaturas mais sensatas que deram o ar da graça aqui na Terra. Ela pode ser quem ela quiser. Ela já é. Ela faz e acontece no meu coração. Não há um só dia que se passe em que não penso nela. Não, não sou obcecada, nem stalker nem nada assim.
E por que a Chloe?
Ela não precisa fazer tipo. Essa é uma coisa de que sinto falta. Chloe virou meme. Chloe faz as pessoas rirem por não esconder o que está pensando.
Quando pequena, assisti Cocoon um milhão de vezes, e falava para as minhas tias idosas irem para a nave. Na boa. E eu queria mesmo que elas parassem de me amolar, cara. É terrível ter gente apertando suas bochechas e dizendo que você é fofa e que você é uma gracinha e muito engraçadinha. Hoje tenho outro tipo de fofura, que diz respeito a meu manequim, e eu apenas sei que às vezes dói um pouco não poder me expressar como eu queria. Acho que isso incomoda outras pessoas também. Não sei até que ponto, mas creio que incomode.
Então, Chloe, continue assim, porque YOU ROCK GIRL!
segunda-feira, 24 de março de 2014
Kit voltando para casa com meu café da manhã. Eu estava com muuuuita preguiça neste dia e fiquei em casa.
Kit contando sobre como me conheceu e eu mudei sua vida e que não vive mais sem mim.
— Tamires, I love you! — Kit falando para quem quisesse ouvir e os paparazzi de plantão. Adoro o modo como ele expressa seu amor por mim ♥
Kit quando passou um tempo no Canadá. Gosto de ver como ele fica cabisbaixo quando está distante de mim.
Ainda no Canadá.
Kit correndo para pegar o voo de volta para casa. Para mim! Uhul!
sábado, 22 de março de 2014
Toda vez que me deparo com o bloquinho branco e intimidador e horroroso me lembro que, na noite anterior, ideias pipocavam em minha mente, e demorei a dormir por causa disso. Só que como sou preguiçosa, obviamente não me levantei para escrever na-da. Nunca.
E hoje, por acaso, acho que o vazio desta caixa de texto pode ser igualado ao que estou sentindo. E não há sapato, cardigã, livro ou torta holandesa que resolva o problema. Nem ver a desgraça alheia. Não importa que tom de laranja eu use, não vai resolver.
É um daqueles dias em que a gente se sente ainda mais mal na própria pele. Em que você não quer ser quem é e faria qualquer coisa para sair de si mesmo. E nada, nem ninguém, vai te fazer mudar de ideia.
Porque mudar de ideia, quando se sente, não é fato. Não é realizável.
Tudo passa, claro. Na cabeça de quem carrega algo que não quer dividir nem com a própria sombra.
Escrever neste bloquinho talvez seja a maneira que encontrei de escrever uma nota mental que diz: insira aqui seu texto.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Todo dia é um novo dia, clichês à parte.
E todo dia gosto e tento acreditar que sou uma nova eu. Como se todas as minhas células tivessem sido renovadas durante minhas queridas e amadas e mínimas nove horas de sono. Como se quem eu achava que seria quando tivesse 25 anos fosse daquele jeito que eu imaginava quando criança. Eu gostava de óculos, mas não gosto agora que realmente sou míope. Acho que fico míope pra vida às vezes, como tudo mundo, ao que tudo indica. E gosto de me lembrar de como eu achava que seria agora.
Bem, eu teria cabelos longos, corpo esguio, seria super mega blaster bem-sucedida, teria um carro vermelho (insira fusca aqui), seria independente financeira e pessoal e todos os mentes que possam ser adicionados a esta frase. Teria viajado pelo mundo, rindo, feliz, usando boina e fumando alguns cigarros só para fazer um charme. E seria muito, muito inteligente. E charmosa. Nossa, muito charmosa. Sempre.
Não tenho receio de ter me tornado quem sou hoje. Não mais. Talvez, com essas minhas horas de sono, o caos no fim das contas faça sentido, e meu ódio em ser contrariada pela vida também. E eu mudo muito, sabe? Ainda bem que tenho, digamos, o direito de mudar de opinião, de detestar algumas músicas e de gostar de coisas bregas. Não consigo imaginar minha vida sem a música da Kátia e sem o Odair José. Guilty pleasures são uma filosofia de vida. Um estilo de vida, eu diria.
Não uso Manolos como a Carrie Bradshaw, mas sou alfabetizada. Tenho dentes, conjugo verbos em português com certa fluência, sinto que algumas pessoas realmente se importam comigo (apesar de 25 anos e seis meses complicados...), tenho uma quantidade considerável de livros, algum senso e bom senso, sei cozinhar arroz integral e aprendi que, na vida, é tudo tão transitório quanto a oscilação do meu peso. E que, pra tudo, a não ser doença, a gente dá um jeito com J.
Se sou resultado de minhas escolhas, o que fazer com as certas? As erradas sempre nos ensinam alguma lição, por mais dolorida que seja. E quanto as certas? Eu as entendo como certas? E como julgar o que realmente é certo?
Essa coisa de se guiar pelo "coração" me parece um tanto estranha de vez em sempre. Só que, pelo jeito, no fundo, a gente sempre sabe o que não fazer. Mesmo que pareça a coisa certa.
Ou não, né?
O que me resta, por agora e pelo restante dos dias que me aguardam, é ser. E tá legal descobrir outros jeitos de ser.
quarta-feira, 19 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Cara organização,
Eu e você nos esbarramos algumas vezes nos últimos 25 anos e seis meses, mas devo dizer que sempre tive certo receio de me aproximar de sua pessoa. Você me intimida de uma forma aterradora. Muito mais do que tenho medo de escorpião. E sei que se não manter você por perto posso acabar cruzando com um. É que, nossa... É muito difícil falar sobre isso. Por isso resolvi escrever esta carta.
Já fui ao médico, tomei passe, li com bastante cuidado quase todas as descrições sobre meu signo, que é virgem com ascendente em capricórnio (acho que é assim que se fala), e vi que não honro os nascidos na mesma época que eu. Desde 1988 sei como é paralisante dobrar minhas roupas e colocá-las em seu devido lugar, guardar meus sapatos. Meus brinquedos, inclusive meu amado Fofão, viviam espalhados pelos cômodos. Hoje não tenho mais brinquedos, só que os sapatos continuam jogados pelos cantos, e quase não durmo em minha cama porque sempre há muita coisa embolada em cima dela (acabo dormindo no sofá ou na cama da minha mãe mesmo). O banheiro vive repleto de cremes e shampoos. Tenho muitos. Sou obcecada por shampoos e batons, e você me faz falta nessa hora. Até perco o medo de recorrer a seus métodos reconhecidamente eficientes no quesito economia de tempo. Sabe, não é que eu goste de viver no limite da emoção e sempre atrasada, mas passar uma tarde toda surfando numa táboa de passar roupa não é meu ideal de diversão e lazer. Muito menos passar o dia fazendo uma faxina. Gosto mesmo é de sair para comprar umas roupas, tomar um café e assistir Game of Thrones. Não sou fútil, sei disso, sei quem sou e onde cheguei e você também sabe. Mas chegou o momento em que preciso de sua ajuda. Ultrapassei limites que nunca sonhei ultrapassar... Muralhas de roupas e toalhas de banho preenchem meu espaço de dois metros quadrados por dois, minha escrivaninha sumiu, meus brincos estão temporariamente hospedados na pia do banheiro e, realmente, de todo coração, não sei por onde começar.
Gostaria de marcar um encontro com você. Podia ser hoje, no fim da tarde. Gosto do entardecer, do pôr do sol.
A situação está insustentável.
Não posso continuar vivendo assim. Fui rejeitada e massacrada pelo meu ex porque você nunca esteve a meu lado. Perdi um emprego porque nunca chegava no horário (meu secador de cabelo sempre some) e postaram uma foto do meu quarto no Instagram. Humilhação define.
Vamos tomar um café.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Sempre achei cartas, independentemente de serem de amor ou não, extremamente cafonas. Quando nasci ainda não havia e-mail (eu até usei máquina de escrever!), mas nunca fui fã de cartas.
Na adolescência, havia bilhetinhos que eu trocava cazamiga e tal, e eu tenho vários guardados numa caixa em cima do armário, mas sem cartas.
Tive um namoradinho que, uma vez, quando brigamos, me mandou um vaso de flores e uma carta. Eu tinha uns 15 anos, acho. Joguei o vaso na sarjeta e piquei a carta. Cafona, caligrafia péssima, conteúdo pior ainda, e vocabulário paupérrimo. Relembrando isso, hoje, percebo que havia algum amor ali. Só que não vi. Nunca vejo nada na hora.
Até que chegou o dia em que eu escrevi uma carta, que nunca enviei, claro. E até me lembro com detalhes de que, no papel, havia umas marcas que não sei bem definir o que eram. Talvez fosse chuva, o dia e eu estávamos nublados, e o mormaço me fez suar bastante. Talvez foi na hora em que bebi água, não sei bem. Mas havia as marcas. E devo dizer que, no fim das contas, elas nunca sumiram. Eu rasguei o papel e joguei na privada.
Foi a partir daí que aprendi a ser, digamos, prática. E posso usar tênis no trabalho sem problemas. Que meu cabelo fica horroroso quando chove, e daí se alguém vai achar alguma coisa? Tem gente que nem cabelo tem, oras. Que meus anos usando aparelho de dentes foram gloriosos! Ninguém escova os dentes com mais metodologia que eu. Até aprendi a perceber quando um cara que está me paquerando tem tártaro! (Isso é mérito de uma amiga minha loira e linda que, um dia, na balada, quando o cara da banda veio conversar comigo, ela me falou que ele tinha tártaro. Eu, no alto de meus bons drinques, nunca saberia perceber isso com a luz meio fraca, e foi aí que ela me contou que é por isso que vale a pena sair com um dentista ao menos uma vez na vida.)
E acho que usei muitas exclamações nestes parágrafos, o que não é muito recomendável na minha concepção de vida. E acho que também que isso aqui pode ser considerada uma carta. Amanhã eu resolvo.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Acho que é parte inerente do ser humano a arte de ser. Tá, ok, eu me superei nessa.
Não era isso o que eu ia dizer.
Era que tenho vergonha de dizer que inerente ao ser humano (leia-se: eu) é a ARTE DE PROCRASTINAR.
Não sei bem quando começou. Sei que foi em tenra idade. As coisas eram simples. Eu existia da forma mais pura e despretensiosa. Não havia ansiedade, stress, conta corrente negativa, cartão de crédito com fatura. Diante de qualquer dificuldade financeira, eu dizia a meus pais: "Dá cheque. Cheque paga".
Meu pai me ignorava quando eu falava isso.
Minha mãe limpava a casa, esfregava o carpete na unha e, então, enquanto eu assistia a Sessão da tarde, deixava o copo de leite com Nescau cair no chão e dizia: "Calma, mamãe. Depois limpamos. Vem cá ver TV comigo".
No jardim da infância, no ensino fundamental, principalmente. As aulas de matemática e suas lições sempre ficavam para depois. Nunca vi utilidade, a não ser no que diz respeito às fatias de pizza que me eram de direito. Não tenho dificuldades com números, só procrastino minha grande vontade de atacar as frações, funções e números reais com todo meu amor e dedicação.
No ensino médio... bem, o ensino médio foi, como posso dizer, uma época estranha. Não era tão péssimo quanto eu achava. E eu já procrastinava. Tudo. Minha existência era procrastinada, meu namoro era procrastinado, mas nunca deixei de escovar os dentes logo após a refeição. Não vou falar sobre a faculdade.
Não deixe para fazer depois o que você pode fazer agora. Acho que tem até um livro com esse nome, depois eu faço uma busca para ter certeza, agora estou escrevendo. Tenho também de fazer umas listas de tarefas e, depois, limpar a casa.
Preciso arrumar meu quarto, mas, antes, quero dar uma olhada na Etna para ver as novidades no departamento de organização. Meu armário também precisa ser organizado, sabe? Só que antes tenho de passar a roupa que está empilhada há três semanas e 5 dias.
Engraçado que eu nunca procrastino dar uma olhada no que a Olivia Palermo e a Alexa Chung estão usando. Também não enrolo pra tomar banho ou ler a Vogue. Muito menos para ver tutoriais de maquiagem no YouTube.Ah, e ler o Morri de sunga branca é sempre vapt-vupt.
No fim das contas, é mais fácil deixar tudo de lado e fingir que tudo vai bem, obrigada. E que você não precisa se preocupar agora com o agora, e dizer o que precisa ser dito. Agir de acordo com o que deve ser feito.
Não sei se este texto tem algum fundamento que possa ser considerado plausível, mas foi difícil conseguir não deixar para escrevê-lo depois.
terça-feira, 4 de março de 2014
Eu sempre quis escrever sobre coisas legais. Talvez até tenha feito a faculdade errada. Fui fazer Letras, mas queria escrever como jornalista. Mas eu escrevo, e queria escrever mais e melhor, como se minha vida dependesse disso.
E nem estou falando de poesia concreta, ou romances de suspense. Sei lá, é bom escrever.
Então, hoje, vou escrever sobre arrependimento
Eu sinto saudade. E me arrependo de algumas escolhas. De outras, não.
Me arrependo de alguns poucos amigos com quem perdi contato;
Me arrependo de alguns muitos livros que li e eram uma porcaria;
Me arrependo de não ter lido O senhor dos anéis;
Me arrependo de não saber todos os spoilers de Game of Thrones;
Me arrependo de não ter tido mais autoconsciência e ter me comportado como uma total sem noção com algumas pessoas;
Me arrependo de não ter usado meu aparelho de dentes direito, assim teria economizado tempo e dinheiro;
Me arrependo de não ter ido a mais shows de rock;
Me arrependo de ter enchido muito a cara;
Me arrependo de não ter lido Tolstói;
Me arrependo de ter demorado pra crescer de verdade;
Me arrependo de não ter aberto uma poupança quando comecei a trabalhar;
Me arrependo mais ou menos de sempre comprar muita maquiagem;
Ah, tenho outros arrependimentos, mas eles não me veem à cabeça no momento.
Não me arrependo de ter pedido desculpas; e me arrependo de não ter pedido quando devia.
Bom carnaval, pessoal.
E nem estou falando de poesia concreta, ou romances de suspense. Sei lá, é bom escrever.
Então, hoje, vou escrever sobre arrependimento
Eu sinto saudade. E me arrependo de algumas escolhas. De outras, não.
Me arrependo de alguns poucos amigos com quem perdi contato;
Me arrependo de alguns muitos livros que li e eram uma porcaria;
Me arrependo de não ter lido O senhor dos anéis;
Me arrependo de não saber todos os spoilers de Game of Thrones;
Me arrependo de não ter tido mais autoconsciência e ter me comportado como uma total sem noção com algumas pessoas;
Me arrependo de não ter usado meu aparelho de dentes direito, assim teria economizado tempo e dinheiro;
Me arrependo de não ter ido a mais shows de rock;
Me arrependo de ter enchido muito a cara;
Me arrependo de não ter lido Tolstói;
Me arrependo de ter demorado pra crescer de verdade;
Me arrependo de não ter aberto uma poupança quando comecei a trabalhar;
Me arrependo mais ou menos de sempre comprar muita maquiagem;
Ah, tenho outros arrependimentos, mas eles não me veem à cabeça no momento.
Não me arrependo de ter pedido desculpas; e me arrependo de não ter pedido quando devia.
Bom carnaval, pessoal.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Conforme o tempo passa,
encontro o descaso por mim
por nós
por tudo
e pelo pouco que resta.
Nada que não fui
Tampouco o que fui
encontro o descaso por mim
por nós
por tudo
e pelo pouco que resta.
Nada que não fui
Tampouco o que fui
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