Que as pessoas nem sempre são o que parecem, a gente sabe.
Quantas vezes não me peguei pasma depois de me dar conta de que a amiguinha meiga na verdade não passava de uma criança malcriada e petulante; a pessoa mais ranzinza, de repente, se mostrou disposta e presente. O peguete cheio de amor para dar, atencioso etc, não passava de um cafajeste da-que-les. É bom quando acontece uma dessas de vez em quando. A gente percebe que observar faz mais sentido do que falar; falar é bobeira. O peixe morre pela boca.
Tem gente que presta atenção demais, tem gente que de menos.
A Chloe, por exemplo, ela é nota dez. A menina lança olhares fulminantes, diz à mãe que "that´s enough" no carrossel, e me parece uma das criaturas mais sensatas que deram o ar da graça aqui na Terra. Ela pode ser quem ela quiser. Ela já é. Ela faz e acontece no meu coração. Não há um só dia que se passe em que não penso nela. Não, não sou obcecada, nem stalker nem nada assim.
E por que a Chloe?
Ela não precisa fazer tipo. Essa é uma coisa de que sinto falta. Chloe virou meme. Chloe faz as pessoas rirem por não esconder o que está pensando.
Quando pequena, assisti Cocoon um milhão de vezes, e falava para as minhas tias idosas irem para a nave. Na boa. E eu queria mesmo que elas parassem de me amolar, cara. É terrível ter gente apertando suas bochechas e dizendo que você é fofa e que você é uma gracinha e muito engraçadinha. Hoje tenho outro tipo de fofura, que diz respeito a meu manequim, e eu apenas sei que às vezes dói um pouco não poder me expressar como eu queria. Acho que isso incomoda outras pessoas também. Não sei até que ponto, mas creio que incomode.
Então, Chloe, continue assim, porque YOU ROCK GIRL!














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