Toda vez que me deparo com o bloquinho branco e intimidador e horroroso me lembro que, na noite anterior, ideias pipocavam em minha mente, e demorei a dormir por causa disso. Só que como sou preguiçosa, obviamente não me levantei para escrever na-da. Nunca.
E hoje, por acaso, acho que o vazio desta caixa de texto pode ser igualado ao que estou sentindo. E não há sapato, cardigã, livro ou torta holandesa que resolva o problema. Nem ver a desgraça alheia. Não importa que tom de laranja eu use, não vai resolver.
É um daqueles dias em que a gente se sente ainda mais mal na própria pele. Em que você não quer ser quem é e faria qualquer coisa para sair de si mesmo. E nada, nem ninguém, vai te fazer mudar de ideia.
Porque mudar de ideia, quando se sente, não é fato. Não é realizável.
Tudo passa, claro. Na cabeça de quem carrega algo que não quer dividir nem com a própria sombra.
Escrever neste bloquinho talvez seja a maneira que encontrei de escrever uma nota mental que diz: insira aqui seu texto.
.jpg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário