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domingo, 30 de dezembro de 2012


Você já pensou no que é a verdade?
A verdade é uma ideia, que é aceita como inquestionável. Assim todo mundo a aceita e pode se focar em outras coisas. Que outras coisas? Ora, todas as coisas que nós temos que nos preocupar, porque é assim que tem que ser, mas isso tudo também é uma ideia, a ideia que nós fazemos do mundo, e como exercemos nossas escolhas nele, amparados por essas concepções, que nós não questionamos, mas que são também ideias. E sabe o que é o mais legal das ideias? Além delas serem tudo, em termos representativos, elas podem ser criadas!
Não sei quantas vezes já não quis escrever sobre o poder de uma folha em branco. Aquilo é todo universo. Você pode pintar, escrever limpar sua merda, qualquer coisa.Todos nós, o grandes e os pequenos, elabore você sua escala de valores.
 Na música, a coisa pode ficar um pouco mais abstrata, mas ainda sim todos, o músico, o pintor, o escritor, podem também escolher entre os diversos instrumentos para se manifestar, ou podem também criar esses instrumentos. Um novo tipo de som, um estilo poético, trocar pincéis por salsichas descongelando, sei lá. Só acho tudo isso lindo. Muito mais lindo que ter uma Ferrari.
Vejo trombetas voando com Clarice, um submarino com um retrato de Picasso olhando pela janela. Bolinhas de sabão explodindo suavemente, manchando um papel com corante vermelho. E você provavelmente viu tudo isso enquanto me leu. Acabou de representar uma representação que começou em mim. Assim se propagam as ideias, assim começam as verdades.
Obrigado.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Neste ano li várias coisas legais e diferentes. Surpreendi-me com uma pancada de autores mais popzinhos, outros desconhecidos e também consagrados. No entanto, apaixonei-me por Enrique Vila-Matas. Gosto muito das capas das obras publicadas no Brasil pela Cosac Naify e, por trabalhar com livros, o projeto gráfico me chamou bastante atenção, assim como as tiragens, que são pequenas.






















Terminei a leitura de Ar de Dylan há poucas semanas. Vilnius, rapaz obcecado pelo tema do fracasso, me cativou bastante, e seus dilemas me instigaram. Como sempre, tenho o hábito de sublinhar e rabiscar meus livros, e uma das frases que adotei ao ler o livro foi: "Somos vagabundos, mas indispensáveis". Bem, não estou com o livro em mãos aqui, agora, mas a mensagem é essa.














Uma obra que mexeu bastante comigo foi Preces e Mentiras (Editora Novo Conceito). É a primeira obra da Sherri Wood Emmons publicada no país. Adorei a capa e a autora consegue manter a história muito bem. Vários temas polêmicos são abordados e as circunstâncias complexas que circundam uma família que em nada lembra o American dream mantêm o leitor afoito por seu desfecho.










Um livro que me faz pensar até hoje é Um Mundo Brilhante, de T. Greenwood (Editora Novo Conceito). Os capítulos são curtos, bem construídos, as personagens complexas e o enredo bem elaborado. A autora da obra é bastante reconhecida nos Estados Unidos, e não é para menos. O que me deixou ainda mais curiosa foi que, ao discutir a história com outras pessoas que leram o livro, elas também não tinham uma opinião definida a respeito de Ben, personagem principal da obra, e de suas escolhas nem sempre "corretas". Vale cada uma das 336 páginas.








Comprei Hell + Bubble Gum numa ótima promoção no Submarino. Li Hell em uns dois dias. A narrativa é ágil e Lolita Pille ganhou uma fã com toda certeza.
Hell, a protagonista, narra cruamente sua realidade e as pessoas que a rodeiam. Uma frase que ficou em minha mente foi: "Se os ricos não são felizes, a felicidade não existe." Fiquei pensando na história por um bom tempo.








Aproximei-me de George Orwell ahahahaha. Li 1984 (finalmente) e A Revolução dos Bichos. Como Morrem os Pobres e Outros Ensaios está na minha estante. Não preciso nem falar que o Orwell é o cara.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O dicionário Houaiss registra a palavra "balbúrdia":


balbúrdia     Datação: 1713

n substantivo feminino
1 desordem barulhenta; vozearia, algazarra, tumulto
2 situação confusa; trapalhada, complicação

E eu sempre adorei a sonoridade da palavra e ela vira e mexe aparece nas minhas frases. E sempre li várias coisas ao mesmo tempo. Em uma época em que a informação chega por vários meios diferentes, vou falar do que gosto e do que me interessa.

T.