Pages

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Odeio quando o esmalte começa a descascar. Faço de tudo para esconder as mãos. Parece que todos vão mirar minhas mãos e olhar para minhas unhas sofridas.
E penso que é mais ou menos assim o dia seguinte.
A sensação de querer negar, esconder seja lá o que for que fizemos. Podem ser pensamentos, devaneios ou atitudes.
Não sou ninguém para julgar valores.E também não quero fazer isso, quando já é difícil por mim mesma aceitar certos julgamentos que faço na calada da noite, quando estou agarrando meu travesseiro e pedindo a Deus que faça com que tudo dê certo.
E, por vezes, eu paro de escrever porque terminar é sempre chato. E hoje é dia seguinte. E amanhã, também.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sempre que vou ao banheiro, mesmo que seja só para dar uma cochiladinha, me certifico de que a porta esteja fechada. TRANCADA. E abomino quando alguém tenta abrir a porta. E A PORTA ESTÁ FECHADA.Por gentileza, bata na porcaria da porta. Não me assuste.Não me deixe com batedeira.
E, diga-se de passagem, isso é o mínimo da educação.

Telefone: quando toca o telefone após às 22 horas, sim, eu me desespero. Sinto a adrenalina correndo em minhas veias e o coração bater acelerado. E sempre penso que alguém morreu, ou sofreu um acidente. Quando toca o celular com o maldito toque de ficção científica que insisto em manter, já acho que uma catástrofe está a caminho.

Carro: não atravesse meu caminho quando estou saindo de uma vaga. Pior ainda se o carro tiver direção hidráulica. E eu estiver dando ré. Que inferno este mundo!

Água sanitária: nada me apavora MAIS do que o manuseio deste produto. Ele pode manchar sua roupa, deixar seu pé horroroso e ainda te fazer escorregar quando você está lavando o banheiro. E você pode bater a cabeça no vaso ou ficar banguelo. Morrer, até.

Pratos: em restaurantes, não há como não pensar em quantas mãos aquele prato já passou, e em quem o lavou. E os talheres me deixam desesperada. Eu suo e sofro, respiro profundamente e procuro não pensar em quem lavou o alface.

Cabeleireiros e tesouras: escrever cabeleireiro é algo que exige muita atenção de mim. Palavra encardida de duê. Corto meu cabelo com uma excelente profissional, porém, quando ela vem com seu estilo Edward Mãos de Tesoura, sinto medo de perder uma orelha.

Pessoas: elas existem.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Faz um tempo, escrevi aqui no blog sobre o sonho que tinha de ter uma penteadeira.
Bem, a penteadeira surgiu. E surgiram também outros questionamentos como, por exemplo, onde colocar a bendita penteadeira.
Tenho admiração por móveis antigos e a penteadeira + banco em questão foram de minha bisavó Maria, uma senhora que além de admirável, lavava roupa como ninguém e foi casada com uma pessoa que admiro demais, o vô Zé. E deles veio minha avó Helena que, além de fazer o melhor ovo frito do mundo, me abraça e sempre diz que me ama. E isso me faz sorrir.
Bom, além de ter valor sentimental, há também o fato de ser um móvel forte e que foi restaurado por um marceneiro de primeira. 
Mas no meu quarto não tem espaço.
Mal cabe minha escrivaninha, que comprei na liquidação da Tok&$tok em cinco vezes sem juros no cartão. Mal cabe eu mesma, sabe? Não são nem dois por dois e meus armários estão sempre bagunçados, o que, obviamente, faz com que o chão fique repleto de objetos e eu ouça meu irmão falar na minha cara que meu namorado conhecerá minha verdadeira essência ao adentrar meu quarto num dia de fúria baguncística. E minha mãe propõe desafios existenciais quando fala a respeito de como minha roupa pendurada no varal está perdendo a cor por causa de dias de exposição ao sol.
E mal cabe eu mesma em mim, que posso ser meio confusa, debochada, mas que vou dar um jeito. Porque pra tudo tem jeito.

(ou não...)