Sempre que vou ao banheiro, mesmo que seja só para dar uma cochiladinha, me certifico de que a porta esteja fechada. TRANCADA. E abomino quando alguém tenta abrir a porta. E A PORTA ESTÁ FECHADA.Por gentileza, bata na porcaria da porta. Não me assuste.Não me deixe com batedeira.
E, diga-se de passagem, isso é o mínimo da educação.
Telefone: quando toca o telefone após às 22 horas, sim, eu me desespero. Sinto a adrenalina correndo em minhas veias e o coração bater acelerado. E sempre penso que alguém morreu, ou sofreu um acidente. Quando toca o celular com o maldito toque de ficção científica que insisto em manter, já acho que uma catástrofe está a caminho.
Carro: não atravesse meu caminho quando estou saindo de uma vaga. Pior ainda se o carro tiver direção hidráulica. E eu estiver dando ré. Que inferno este mundo!
Água sanitária: nada me apavora MAIS do que o manuseio deste produto. Ele pode manchar sua roupa, deixar seu pé horroroso e ainda te fazer escorregar quando você está lavando o banheiro. E você pode bater a cabeça no vaso ou ficar banguelo. Morrer, até.
Pratos: em restaurantes, não há como não pensar em quantas mãos aquele prato já passou, e em quem o lavou. E os talheres me deixam desesperada. Eu suo e sofro, respiro profundamente e procuro não pensar em quem lavou o alface.
Cabeleireiros e tesouras: escrever cabeleireiro é algo que exige muita atenção de mim. Palavra encardida de duê. Corto meu cabelo com uma excelente profissional, porém, quando ela vem com seu estilo Edward Mãos de Tesoura, sinto medo de perder uma orelha.
Pessoas: elas existem.