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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A história da penteadeira

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Faz um tempo, escrevi aqui no blog sobre o sonho que tinha de ter uma penteadeira.
Bem, a penteadeira surgiu. E surgiram também outros questionamentos como, por exemplo, onde colocar a bendita penteadeira.
Tenho admiração por móveis antigos e a penteadeira + banco em questão foram de minha bisavó Maria, uma senhora que além de admirável, lavava roupa como ninguém e foi casada com uma pessoa que admiro demais, o vô Zé. E deles veio minha avó Helena que, além de fazer o melhor ovo frito do mundo, me abraça e sempre diz que me ama. E isso me faz sorrir.
Bom, além de ter valor sentimental, há também o fato de ser um móvel forte e que foi restaurado por um marceneiro de primeira. 
Mas no meu quarto não tem espaço.
Mal cabe minha escrivaninha, que comprei na liquidação da Tok&$tok em cinco vezes sem juros no cartão. Mal cabe eu mesma, sabe? Não são nem dois por dois e meus armários estão sempre bagunçados, o que, obviamente, faz com que o chão fique repleto de objetos e eu ouça meu irmão falar na minha cara que meu namorado conhecerá minha verdadeira essência ao adentrar meu quarto num dia de fúria baguncística. E minha mãe propõe desafios existenciais quando fala a respeito de como minha roupa pendurada no varal está perdendo a cor por causa de dias de exposição ao sol.
E mal cabe eu mesma em mim, que posso ser meio confusa, debochada, mas que vou dar um jeito. Porque pra tudo tem jeito.

(ou não...)

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