quinta-feira, 27 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Quando eu nasci, ter uma linha de telefone era privilégio para poucos. Comenta-se que custava quase o preço de um carro. Comenta-SE.
Vídeocassete era o must, televisão também. Carro. Meu pai tinha um Fiat 147, teve Fusca.
Eu sempre gostei de telefone. Tive vários de brinquedo. E também ganhei uma tábua de passar de brinquedo no meu aniversário de 4 anos.
E entre outros brinquedos e dissabores, depois de uma adolescência tardia (sempre falo disso...) a gente aprende que crescer é muito mais que pagar contas e poder tomar cerveja no bar sem medo de ser pego no flagra ou parar na delegacia. E, no caso das meninas, é bem mais que poder passar maquiagem e não se borrar, e namoricos, e responsabilidades.
O fato de crescer e ficar com medo de que seu CPF entre na lista de devedores é mera casualidade, a meu ver, é claro. Enxergar além das minúcias burocráticas impostas por uma maioridade faz com que os sentimentos e dúvidas a respeito de quem somos e quem seremos venham à tona e, por vezes, nos deixe descabeladas e com o batom todo borrado (melhor que borrar outra coisa, né). E lidar com exigências externas e internas também pode causar um certo desequilíbrio e manchas na pele. Ou te levar para o bar desesperada para tomar todas até o Sol raiar e esquecer, ao menos por alguns instantes, de que os deveres continuarão ali, intactos, e que problemas são parte da existência. Que a existência talvez seja a contínua solução e gerenciamento de problemas que derivam dela mesma, e de nossas tão aclamadas escolhas, certas ou erradas.
O que quero dizer aqui é que, não bastassem nossos questionamentos existenciais, o que noto é que há também o fato de que o mundo não nos permite e não dos dá tempo para nossos queridos dilemas existenciais. Tudo se baseia na resolução, gerenciamento e no fato de que é "pra hoje", "pra agora" e JÁ.
E onde ficou aquela vontade de usar sapato de salto, passar batom vermelho e arrumar o cabelo com certa elegância e charme para correr atrás do que se quer, e ser quem se quer? Presumo que o CPF não provê esse tipo de coisa. Nem a tábua de passar roupa.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
É tão lindo ouvir em músicas, ler em livros e ver na tv e no cinema relatos e histórias de pessoas que recomeçaram, que superaram a si mesmas e as dificuldades impostas pela vida ou por coisas que denominamos semelhantes que quase sempre me emociono. Às vezes, para ser mais honesta. Relatos das dificuldades, das tempestades e furacões que assolaram a vida de alguém e que, simplesmente pelo fato de respirar, esse alguém viu a razão para recomeçar.
Gosto disso.
É bonito.
Mexe com a gente.
No entanto, de onde tirar a força e a vontade de se levantar pela manhã e encarar o que precisa ser feito?
Se a cada momento e a cada pequena decisão podemos mudar o rumo de nossa vida. Se escolher entre refrigerante e suco pode fazer diferença (e faz)? Se ao acordar já escolhemos e damos o tom ao nosso dia.
Tudo bem que a gente às vezes (quase sempre) não pode escolher com quem conviver e quem aturar. Porém, pelo menos no tempo livre, nos é dada essa oportunidade de outro que tem de ser totalmente aproveitada. Aeeeeeeeeeeee!
Mas voltemos ao começo.
Todo dia é um começo. Ou o início de querer começar.
Meu pai sempre diz que o verbo tentar não deve constar no meu vocabulário. "Ou você faz, ou você faz, Tamires. Sem essa de tentar". Ele é um pouco enérgico (às vezes), mas tem razão. E acho que serve como um ótimo exemplo de recomeço. Mas não agora.
E não quero tentar e ficar conjugando verbos no modo subjuntivo. É melhor o presente ou o pretérito perfeito. Eu fiz, eu fui, eu sou. Por maior que seja a gripe ou a dor de barriga, todo mundo é igual e sempre há um motivo — ou talvez, o motivo seja procurar um propósito.
E por propósito eu entendo, hoje, algo que faça a diferença para mim mesma. Pode ser um recorde pessoal (tenho o meu de horas dormidas), pode ser tentar se relacionar melhor com alguém (e conta família aqui) ou então tentar algo novo profissionalmente, coisa que demanda tempo e energia.
Penso que sejamos tempo + energia = propósito mais alguma coisa que fica difícil de definir agora. Também não tenho muita certeza de que o que escrevo aqui esteja tão coerente. Só que eu fiz, eu escrevi esse trem aqui e estou buscando meus próprios recomeços.
Talvez eu aprenda a desenhar. Não, nem pensar.
Mas sei que posso ver com outros olhos o caminho, pegar algumas memórias e sorrir diante das horas que avançam e me fazem perceber que o fim sou eu mesma.
E é isso.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Essa vida é uma coisa.
Não tá fácil pra ninguém.
A vida não é fácil.
A vida é dura.
Se algum leitor quiser complementar, por favor, sinta-se à vontade para comentar.
Vidas difíceis, uni-vos!!!
Não tá fácil pra ninguém.
A vida não é fácil.
A vida é dura.
Bem, digo, para nós, pessoas normais, digo, meros mortais, pode ser que não seja muito fácil mesmo. Afinal de contas, temos uma agenda superconturbada e repleta de obrigações para com nós mesmos e os outros. De modo algum estou dizendo que a vida de pessoas abastadas não seja difícil; cada um sabe o fardo que carrega, não é mesmo?
Enfim.
Vamos às minhas considerações:
1) A vida não é fácil para quem tem que pagar aluguel. O cara tem que tirar leite de pedra, senão vai morar debaixo do viaduto.
2) A vida não é fácil para quem tem cartão de crédito. O idiota se afunda até os ossos e precisa tirar leite de pedra para não cair no mínimo.
3) A vida também não é fácil para estudantes do fundamental, maternal, pré etc. Os criaturas desde cedo vão se acostumando à ideia de que por toda sua vida vão ter de acordar cedo e ver cara feia. Logo cedo.
4) É difícil usar outra marca melhor que Avon e depois usar Avon. Por isso, as mulheres trabalham mais às vezes. Pra poderem usar condicionador L´oreal professional. Pra comprar rímel Dior em 10x sem juros na Sephora. Seda e Avon: coisa de pobre.
5) A vida é dura para quem tem que cumprir expediente das 8 às 18, ir e voltar de busão e ainda chegar e ver a pia repleta de louça. Principalmente quando a forma usada pra assar frango no domingo ainda está suja na quarta-feira. É difícil ser profissional, compromissado e responsável o dia todo e encarar o lodo no rejunte do banheiro depois de aturar encheção de saco o dia todo. Todavida, dizem por aí que é terapêutico o tal do trabalho manual.(Cadê essa pessoa pra eu bater um papinho com ela?)
Se algum leitor quiser complementar, por favor, sinta-se à vontade para comentar.
Vidas difíceis, uni-vos!!!
segunda-feira, 3 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
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