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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Onde foi que eu parei, mesmo?

Um comentário:
 















É tão lindo ouvir em músicas, ler em livros e ver na tv e no cinema relatos e histórias de pessoas que recomeçaram, que superaram a si mesmas e as dificuldades impostas pela vida ou por coisas que denominamos semelhantes que quase sempre me emociono. Às vezes, para ser mais honesta. Relatos das dificuldades, das tempestades e furacões que assolaram a vida de alguém e que, simplesmente pelo fato de respirar, esse alguém viu a razão para recomeçar.
Gosto disso.
É bonito.
Mexe com a gente.
No entanto, de onde tirar a força e a vontade de se levantar pela manhã e encarar o que precisa ser feito?
Se a cada momento e a cada pequena decisão podemos mudar o rumo de nossa vida. Se escolher entre refrigerante e suco pode fazer diferença (e faz)? Se ao acordar já escolhemos e damos o tom ao nosso dia.
Tudo bem que a gente às vezes (quase sempre) não pode escolher com quem conviver e quem aturar. Porém, pelo menos no tempo livre, nos é dada essa oportunidade de outro que tem de ser totalmente aproveitada. Aeeeeeeeeeeee!
Mas voltemos ao começo.
Todo dia é um começo. Ou o início de querer começar.
Meu pai sempre diz que o verbo tentar não deve constar no meu vocabulário. "Ou você faz, ou você faz, Tamires. Sem essa de tentar". Ele é um pouco enérgico (às vezes), mas tem razão. E acho que serve como um ótimo exemplo de recomeço. Mas não agora.
E não quero tentar e ficar conjugando verbos no modo subjuntivo. É melhor o presente ou o pretérito perfeito. Eu fiz, eu fui, eu sou. Por maior que seja a gripe ou a dor de barriga, todo mundo é igual e sempre há um motivo — ou talvez, o motivo seja procurar um propósito. 
E por propósito eu entendo, hoje, algo que faça a diferença para mim mesma. Pode ser um recorde pessoal (tenho o meu de horas dormidas), pode ser tentar se relacionar melhor com alguém (e conta família aqui) ou então tentar algo novo profissionalmente, coisa que demanda tempo e energia.
Penso que sejamos tempo + energia = propósito mais alguma coisa que fica difícil de definir agora. Também não tenho muita certeza de que o que escrevo aqui esteja tão coerente. Só que eu fiz, eu escrevi esse trem aqui e estou buscando meus próprios recomeços.
Talvez eu aprenda a desenhar. Não, nem pensar.
Mas sei que posso ver com outros olhos o caminho, pegar algumas memórias e sorrir diante das horas que avançam e me fazem perceber que o fim sou eu mesma.
E é isso.

Um comentário:

  1. Pois é...algumas histórias de recomeço realmente mexem. Começar não é fácil, porque a pergunta que a gente se pega fazendo é: Por onde eu começo? Inclusive pra escrever esse comentário, eu pensei: Ai, deixa ver como começo! rsrs. Façamos nossas as palavras do Lenine "Isso é só o começo, é só o começo." Começo não deixa de ser uma palavra, por si só, póética. C.M.

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