Tá.
Ok.
Ninguém me explicou muito bem esse negócio de crescer. Minha mãe tentou, eu sei, mas não rolou. Meu pai também tenta até hoje. A escola não consegui essa proeza. Não rolou. Nunca rolou.
O que rola são as contas batendo à minha porta enquanto eu resisto à tentação de comprar a camisa jeans mais estilosa que vi nas últimas revistas que li. E rola a vontade de fazer as malas, encerrar a conta no banco e sumir num mochilão por uns 6 meses. Rola também fazer faculdade de Mendigologia e me especializar em Pedir.
Eu, neste meu fim tardio de adolescência tardia, me debato como uma criança aprendendo a nadar e, mais do que nunca, percebo que o que rola é pagar as contas e abraçar o que dia reserva. Não como uma "velha" mal humorada, mas como uma criança que está se divertindo, mesmo após alguns tombos, em algum parquinho bonitinho da cidade.
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tão, mas tão eu.
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