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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Comprar e comprar, eis a questão

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Cada um tem uma mania.
Outros, compulsão.
Alguns, sei lá, de repente descontam no chocolate.
Andei maníaca e compulsiva e "descontada" e e por e com livros.
Sempre li bastante, ando lendo mais ainda, porém, me sinto a Becky Bloom dos livros.



Não tenho nada contra compulsivos. Pelo contrário, até me identifico. Se, na semana passada, tive meu momento "Carrie Bradshaw tupiniquim na veia", há uns bons meses ando a Becky Bloom dos livros. E aparece de tudo: Linguagem visual, fotografia, marketing cultural, livro com fotos da África selvagem, guia ilustrado do rock, até livro de gastronomia eu comprei (é claro e óbvio que não cozinho). Teve um que virou motivo de piada. Chama-se Doors of the world. Tem fotos artísticas de portas por todo o mundo. De portas. Mas são fotos artísticas, então posso deixar o livro no rack de casa e passar por pessoa culta e entendedora de portas.
No entanto, ninguém visita minha casa. Apenas meu pai, aos domingos ou quartas-feiras, e ele está mais interessado em livros de psicologia, acho.
E também não tive oportunidade de usar os sapatos que comprei num impulso maníaco-compulsivo-frustrado. 
E também fico pensando se, no fim das contas, tudo se resume a alguns minutos de efêmera ilusão, mesmo que seja para aparentar algo, que pode ser cultura ou ser estilo, ou se é esse vazio que todo mundo carrega dentro de si que, não importa o que se faça, estará sempre latente, e não dá para esconder na hora em que se coloca a cabeça no travesseiro, após um dia de compras ou de melancolia.



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