Quando recebi a notícia, a primeira coisa em que pensei foi: "Como vou contar a meu pai?"Por inúmeros motivos, principalmente porque havia acabado de me mudar, senti uma avalanche de dúvidas me invadir e me fazer questionar por que raios foi acontecer justamente naquele momento e justamente comigo. São acontecimentos assim que, em minha opinião, merecem um relato em primeira pessoa.
Não tive a real dimensão do que estava por vir e confesso que a surpresa e a descoberta de cada dia e de cada mudança acabaram por ser mais que simplesmente hormônios e pele esticada e um déficit de mobilidade. Temporário, mas, ainda assim, limitante.
Andar de ônibus, limitar e ter as dosesinhas de café policiadas por amigas queridas, hidratação constante por dentro e por fora, a chance de ser paparicada a todo e a qualquer momento e a ansiedade do que viria pelo futuro foram constantes companhias de uma espera que se revelou mais que recompensadora.
Não sou adepta de coisas naturais, contudo esperava que, como todo o processo, terminasse de modo natural. Só que acabei por descobrir que natural e até mesmo irracional é tomar a frente e abraçar o maior presente do mundo que você poderia receber e cuidar do jeito que se julga melhor, sem dar ouvidos às opiniões alheias, que são muitas. E a seus receios mais prosaicos.
E ter a melhor experiência da sua vida.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário