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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Uma vez me disseram que há coisas pelas quais passamos que fazem com que nos tornemos mais fortes e mudemos. 
E também me disseram que eu nunca mais dormiria. 
Os dois são verdade.
Falando em verdade, também é verdade que eu tive de deixar algumas coisas de lado como meu pavor de ver/tirar sangue. A partir do momento em que soube que não menstruaria pelos próximos meses precisei encarar vários tubetinhos de sangue serem preenchidos no laboratório. E deixei de lado meu apetite infantil: adoro nuggets, ovo frito, arroz empapado, filé de frango à milanesa e todo e qualquer alimento que não tenha muitas fibras e minerais e vitaminas. Legumes e verduras se tornaram meus amigos de (quase) todos os dias. 
E tive que começar a enxergar as coisas diferentemente do que costumava. Acho que foi o mais estranho.
Não tem como não olhar para todos que vieram antes de você, e depois também, e não pensar que alguém se cuidou para cuidar de cada um. E todos os cuidados exigidos e desempenhados pelos pais para que até seu maior desafeto vingasse e se tornasse seu desafeto. E as expectativas. E como os outros sorriem de um modo incomum quando sabem. E a solidariedade e a compreensão de quem já passou por tudo isso para com você. E até mesmo quem não sabe como é pode sorrir e dizer que logo as coisas entram nos eixos.
E as suas próprias expectativas.
Eu só espero, do fundo do meu coração, dormir umas seis horas seguidas de novo. E conseguir daqui a um tempo escovar os dentes com a mesma frequência de antes. Tenho certeza de que vai acontecer. E outra coisa que já está acontecendo é eu tomar as decisões de acordo com meu bom senso e instinto. Porque, olha, tem gente que acha que tá frio e tem gente que acha que tá calor, que tá dormindo muito, que tem que acordar, que a estante não está organizada etc etc etc. E fica a lição de que se formos nos deixar levar pelo que os outros falam, não somos nós mesmos. E pode ser que deixamos de fazer o que é certo. Porque sabemos o que é o certo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Quando algumas situações nos chamam, é melhor abraçar a chance e ir na onda. Não estou querendo dizer entrar numa onda de conformismo ou de inércia, é só que, às vezes, remar contra a maré não leva a lugar nenhum.
Eu, por exemplo, sou uma pessoa meio sem tempo nos últimos tempos ahahaha. Tomar banho, por conta da crise hídrica e do fato de eu ser solicitada a todo momento por uma bebê rechonchuda que é a coisa mais linda do mundo, requer pouco tempo e praticidade. Então eu uso o Hidratante de Banho da Nivea, o qual me poupou de estrias e etc durante os últimos meses, e que está me ajudando a ter uma pele relativamente hidratada.
Tenho despesas com jarras e batedores de silicone, por isso o Shoptime e eu somos grandes amigos de infância agora. Ainda mais depois que descobri que o Batom Matte Impala está por R$ 3 e alguma coisa. Comprei o Pink e o Rosa Antigo, que eram os disponíveis. A cobertura não é lá aquelas coisas, mas é honesto e quebra um galho em tempos de maquiagem derretida por conta do calor.



Na categoria "Sonhos de consumo", coloco o Audacious Lipstick, da Nars. Uma das cores mais lindas é o Olivia. Não sei por que... :)



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Quando recebi a notícia, a primeira coisa em que pensei foi: "Como vou contar a meu pai?"Por inúmeros motivos, principalmente porque havia acabado de me mudar, senti uma avalanche de dúvidas me invadir e me fazer questionar por que raios foi acontecer justamente naquele momento e justamente comigo. São acontecimentos assim que, em minha opinião, merecem um relato em primeira pessoa.
Não tive a real dimensão do que estava por vir e confesso que a surpresa e a descoberta de cada dia e de cada mudança acabaram por ser mais que simplesmente hormônios e pele esticada e um déficit de mobilidade. Temporário, mas, ainda assim, limitante.
Andar de ônibus, limitar e ter as dosesinhas de café policiadas por amigas queridas, hidratação constante por dentro e por fora, a chance de ser paparicada a todo e a qualquer momento e a ansiedade do que viria pelo futuro foram constantes companhias de uma espera que se revelou mais que recompensadora.
Não sou adepta de coisas naturais, contudo esperava que, como todo o processo, terminasse de modo natural. Só que acabei por descobrir que natural e até mesmo irracional é tomar a frente e abraçar o maior presente do mundo que você poderia receber e cuidar do jeito que se julga melhor, sem dar ouvidos às opiniões alheias, que são muitas. E a seus receios mais prosaicos.
E ter a melhor experiência da sua vida.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Instagram favorito

Quero ler:












Nada como:

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Andei pensando em algumas palavras das quais gosto bastante. Nada demais, no entanto.
Uma que sempre me faz recorrer ao dicionário é:

Idiossincrasia      Datação: 1840


n substantivo feminino
1 Rubrica: medicina.
predisposição particular do organismo que faz que um indivíduo reaja de maneira pessoal à influência de agentes exteriores (alimentos, medicamentos etc.)
2 característica comportamental peculiar a um grupo ou a uma pessoa

Etimologia
gr. idiosugkrasía,as 'temperamento particular'


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Apesar de meu diploma, nunca fui uma leitora muito ávida. Talvez por conta do trabalho. Mas nos últimos meses, me peguei com uma quantidade considerável de livros LIDOS (!), e fiquei pensando no que fiz para alcançar tal êxito:

1) Leio ficção antes de dormir. Prefiro deixar os assuntos mais técnicos para outros momentos, pois fico com a cabeça repleta de ideias e bate preguiça de me levantar para pegar meu caderninho: costumo fazer um chá camomila ou hortelã e abraçar alguns capítulos antes de dormir. E prefiro o livro de papel. E gosto de deixar o abajur ligado por um tempinho antes de finalmente adormecer. É relaxante.

2) Transporte público: quem vive em uma cidade grande e/ou leva um certo tempo para se deslocar de casa para o trabalho/escola sabe do que estou falando. Me acostumei a ler no balanço do busão ou quando pego o metrô. E por ali leio de tudo: ficção, não ficção e revistas. Adoro revistas, e acho que tendem a ser uma leitura mais rápida.

3) Livro-obsessão: há livros que nos perseguem até terminarmos sua leitura. Passei por isso algumas vezes na vida e não conseguia não pensar na história quando deveria estar fazendo outras coisas. Para esses casos abro uma exceção e leio quando posso ou não. Só penso em terminar.

Não sei vocês, só que fico feliz da vida quando termino de ler a última palavra do último parágrafo. É gratificante de algum modo. E para terminar, acho que foi "modice" há um tempinho, mas não consigo deixar de querer uma clutch livro:



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Cada um deve ter seu placebo psicológico ou físico.
Engordei uns bons quilos, subir escada se tornou uma odisseia e comer como uma pessoa normal, bem, vamos falar sobre isso numa outra hora.
Fiquei pensando em como lido com as minhas adversidades. Talvez seja escapismo, talvez eu seja incrível!
Eu me conscientizei de que não posso comer como um panda fugitivo. Preciso ser razoável e cuidar da vida que me habita. Por isso, hoje ataquei o arroz integral, alface, bife e farofa. Teve bom. Tomei suco de laranja e na sobremesa bati uma gelatina de limão. Estou sem palavras, sabe?
Mas a verdade também é que algumas pessoas nos ajudam, mesmo que seja sem querer. Seja com uma palavra de incentivo, ou um sorriso. Quem sabe até com um bom dia sincero — estou CANSADA de ser ignorada nos meus bons dias. Morram! — de verdade verdadeira. Nos últimos tempos, se houve uma coisa que aprendi é que às vezes o apoio e a compreensão veem dos lugares mais inesperados, e que até mesmo na hora de devorar uma pratada, temos a cumplicidade homeopática de alguém que pode até não dizer nada, porém nos lê.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Fico curiosa ao revisitar algumas lembranças. Eu nem sabia mais que as tinha. Talvez sejam as minhas leituras recorrentes a respeito de comportamento, sobre o comportamento das mulheres fortes e poderosas e como a amamentação pode colaborar maravilhosamente com o emagrecimento pós-parto.
Voltando às lembranças: eu as tenho, e isso é assustador.
E até que ponto devo abraçá-las e embalá-las e fazê-las dormir? Ou é melhor enfrentar as atitudes que tomei, por mais inadequadas que me pareçam agora, e encarar tudo com a aparente maturidade que adquiri?
Tudo mudo de perspectiva diante de certas circunstâncias e rumos.
Eu imaginava que minha vida seria
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________, só que ela se mostrou dfhslfsnfkndfieurekfke^^^^^^^^.................¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨!!!!!!!!!!!!!!@@@@@@@@@@@@#####$$$$$%%%¨¨&&&**()))))))^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^dljkfhsjfhuhfuheehkrkejrkejrkjekrjkejrkejrk.
É ruim?
Não.
Aposto minhas fichas no termo inesperado. Acho que se encaixa bem, sabe? Até porque, que atire a primeira pedra quem não se viu às voltas consigo mesmo.
Quanto às lembranças, resolvi aceitá-las. Podem não ser tudo o que sonhei, mas foram vividas e são as que tenho. E há muitas, muitas mesmo realmente boas.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Na frente era um poema
atrás sempre tinha uma sombra
mas agora onde quer que olhe
também tem sombra
em tudo há sombra
a não ser onde você está

Meu farol de Alexandria
você é Ítaca
na minha vida de Ilíada
É minha Helena
Meu calcanhar de Aquiles
O Cavalo de Tróia.
É minha glória e maior derrota.

Te encontrei na sombra,
com sombra, batom e um perfume Chanel
convivi com seus sapatos virados
seus cabelos despenteados
seus vestidos listrados
seus momentos delicados.

Tenho saudade dos nossos tempos perfeitos
do que eu sentia quando estava do seu lado
tenho saudades do que eu vivi e quem fui
nos nossos planos não concretizados

Você é meu paradoxo
meu primeiro divórcio
você virou aquele negócio
que me incomoda antes de dormir.
você é meu ócio
meu toxico
meu paraíso, estéril
minha poesia, minha melodia

Você é minha revolta
meu masoquismo,
dor 
sabor
odor
amor.

Tudo volta

No refluxo da minha alma

Que transborda.


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Dizem que a gente encontra possibilidades terapêuticas ao lavar louça, escrever, dormir, trabalhar. Eu optei por escrever. Porque tá tão vazio aqui que não sei nem por onde começar. Preciso preencher esta caixa de texto para que assim, talvez quem sabe, eu me sinta repleta de algo que não sejam ossos e pele e neurônios, pelo que dizem. Quero acreditar que são eles os responsáveis por isso. Não ele. Não eu. Não foi nossa culpa, sabe?
Então eu vou levando, um dia de cada vez. Minha cabeça não pesa no travesseiro, não é insuportável. Quero achar que não, é claro.  Mas foi culpa dos dois. Eu reconheço a minha. Ele sabe da dele. Não foi um acidente de carro, ninguém vomitou na montanha-russa nem se jogou da ponte. E não me ensinaram a lidar com isso na escola, nem fazer uma análise do discurso quando algo que não é lógico fala mais alto. Também não me ensinaram como calcular probabilidades de coisas tão improváveis e de lidar com elas. Isso deveria ser passível de processo na vara cível. A gente aprende uma porrada de coisa inútil e não aprende a lidar com ausência, saudade e dor de cotovelo. E ainda tem gente que chega com aquele papo de que o tempo cura tudo.
Cura, cura sim.
Mas pra isso tem que ter tempo. E tempo, às vezes, pode ser aquilo que temos enquanto repassamos o que foi, é e poderia ter sido.
E, por mais que doa, e muito, é feroz o vazio que nos assola quando não há mais. Nem por quê.
De qualquer modo, foi.
E eu te amo, mesmo que o final do filme não tenha sido do jeito que nós queríamos.