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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Não consigo entender certas coisas. E, ao mesmo tempo, sinto preguiça às vezes. Assim como sinto preguiça das palavras que gostaria de pronunciar em algumas ocasiões, ou de quantas horas desperdicei pensando na morte da bezerra quando eu poderia estar, realmente, fazendo algo útil (não, não quero causar uma revolução, eu só quero arrumar meu quarto e mantê-lo sempre em ordem).
Ainda assim, observo as outras pessoas e também não consigo entendê-las. Há quem transpareça gostar de tacar fogo na fogueira e ver o circo pegar fogo. Há quem chega e com um breve sorriso ilumina seu dia, até então totalmente nublado (apesar de o sol estar rachando seu coco). Também noto que há pessoas que riem com e por maldade, seja de um tombo ou de um e-mail enviado para a empresa toda com vários erros de grafia. E ri de bom grado, com vontade, como se fosse natural. Como se fosse natural querer que o outro se estatele no asfalto quente ao levar um tombo, ou puxar o tapete do colega só pelo prazer de ver um desafeto se ferrar de verde-amarelo. 
Tenho visto isso. E me chateia. Bastante. E quando ouço alguém comentar que "mata um leão por dia", minha vontade é responder: "você é que se mata todo dia. Parabéns."
O que é que a gente não faz para sobreviver, né?

segunda-feira, 20 de maio de 2013









sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dei de cara com essas capas LINDAS no Flavorwire e foi impossível não sentir vergonha-alheia.
Fiz minha seleção das "melhores", na minha opinião:





Eu imaginava que a Carrie era estranha, mas não tanto.




Esta capa é de uma edição japonesa de Lolita. Estou chocada.

































Não! Não se trata de A caverna do dragão!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Saudade do sono
da manhã perdida
de minha voz já esquecida
que às vezes dá as caras
e me assusta
assim
e me dá sono.
Há coisas que têm definição: fome, sede, sono, preguiça.

Há também a palavra obsessivo     Datação: sXX:

n adjetivo e substantivo masculino
Rubrica: psicopatologia.
2 que ou aquele que sofre de obsessão ou neurose obsessiva

Tenho um pensamento obsessivo, que sempre aparece quando eu menos espero. E há coisas que não consigo definir. Aquele velho exemplo da saudade. Você sente, porém a palavra não consegue exprimir exatamente o que quer dizer. A culpa é outro exemplo. Como posso mensurar a culpa de outra pessoa se não consigo conter e medir a minha? 
Águas paradas são as mais profundas.
Que dizer das rasas que estão por aí deixando todo mundo doido com sua falta de discernimento e, talvez até mesmo, entendimento de si mesmo? Não consigo compreender como se é, como se é ser, como se faz. E muito menos posso julgar. Mas posso sentir os efeitos dos comportamentos alheios assim como sinto as consequências de meus comportamentos e pensamentos.
O que eu queria, e queria mesmo, é que todos andassem com um espelho pendurado (eu inclusive) que refletisse seus próprios olhos e atitudes, no momento em que são tomadas, para que, quem sabe assim, a consciência existisse, ou, pelo menos, lampejasse. Será esse meu pensamento obsessivo? Quem dirá pode ser o tempo, ou minha falta de bom senso. 


Quem me falou sobre a Twiggy foi minha mãe, há muitos anos.
Quando vi a foto da modelo pela primeira vez, me encantei por seu semblante sério e até blasé, e confesso que quis copiar. Mas não deu. Quem sabe na próxima encarnation, né.





quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cada um tem uma mania.
Outros, compulsão.
Alguns, sei lá, de repente descontam no chocolate.
Andei maníaca e compulsiva e "descontada" e e por e com livros.
Sempre li bastante, ando lendo mais ainda, porém, me sinto a Becky Bloom dos livros.



Não tenho nada contra compulsivos. Pelo contrário, até me identifico. Se, na semana passada, tive meu momento "Carrie Bradshaw tupiniquim na veia", há uns bons meses ando a Becky Bloom dos livros. E aparece de tudo: Linguagem visual, fotografia, marketing cultural, livro com fotos da África selvagem, guia ilustrado do rock, até livro de gastronomia eu comprei (é claro e óbvio que não cozinho). Teve um que virou motivo de piada. Chama-se Doors of the world. Tem fotos artísticas de portas por todo o mundo. De portas. Mas são fotos artísticas, então posso deixar o livro no rack de casa e passar por pessoa culta e entendedora de portas.
No entanto, ninguém visita minha casa. Apenas meu pai, aos domingos ou quartas-feiras, e ele está mais interessado em livros de psicologia, acho.
E também não tive oportunidade de usar os sapatos que comprei num impulso maníaco-compulsivo-frustrado. 
E também fico pensando se, no fim das contas, tudo se resume a alguns minutos de efêmera ilusão, mesmo que seja para aparentar algo, que pode ser cultura ou ser estilo, ou se é esse vazio que todo mundo carrega dentro de si que, não importa o que se faça, estará sempre latente, e não dá para esconder na hora em que se coloca a cabeça no travesseiro, após um dia de compras ou de melancolia.



terça-feira, 14 de maio de 2013

Uma das minhas maiores conquistas na vida são minhas canecas. Tenho até uma da bandeira da Eslováquia - veio da Eslováquia. E meu irmão tem uma marrom cor de burro quando foge que vibra no estilo rancheiro do rio Mogi Guaçu. Como hoje estou confusa, resolvi dar um Google em "mug" e me deparei com estas belezinhas.










Adoraria dar essa caneca da vaquinha de presente a algumas pessoas.





Quando eu tiver um schnauzer, o nome dele vai ser Bóris. Tô fazendo o esquenta já.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Segunda-feira continua sendo o dia universal da dieta. Mesmo para quem não está de dieta. Normalmente, surge aquela conversa de pegar mais leve, tomar bastante água, comer alfacinhas e, quem sabe, uma caminhadinha...
Eu estou realmente precisando perder uns quilos. As calças estão emperrando naquela região chamada culote. 


E acontece que eu estava pensando hoje, logo cedo, que, normalmente, as bunita que aparecem nas revistas e na TV, assim como as blogueiras de moda e editoras de revistas supertratadas e descoladas, provavelmente têm empregada que lava, passa e limpa, e também têm acesso a tratamentos e spas lindos de viver. Não devem precisar se preocupar em tirar o lodo do rejunte do azulejo do box do banheiro quase comunitário de casa e muito menos usar a pontinha da faca para retirar manchinhas da boca do fogão. Ah! E talvez não conheçam a alegria que é deixar o box de molho com amoníaco!
Acho que tirar teia de aranha deve ser um exercício muito bom para fortalecer os braços, assim como tirar lodo da beirada da pia. A propósito, lavar a cozinha exige de uma autêntica dona de casa equilíbrio, destreza e também inteligência na hora de racionalizar o uso da água e dos produtos de limpeza, evidentemente mais caros nos últimos anos, realidade que grita à nossa porta.
Como trabalhadora brasileira, bato ponto e chego em casa às 18h30, portanto, me sobram poucas horinhas para estudar, ler e lavar, passar e limpar. 
E mesmo assim sou uma rainha! Rainha tão rainha que tenho luvas dignas de bateria de tão laranjas que são! E gasto bastante dinheiro com creme para os pés, porque a água sanitária misturada ao sabão em pó de treis reau para lavar chão pode implicar em profundas marcas na sola do pé, e pé rachado não rola. Realmente não dá. 




Desabafo da segunda. Valeu, pessoal! Boa semana!