Pages

quinta-feira, 9 de maio de 2013


PublishNews - 09/05/2013 - Iona Teixeira Stevens
Seminário debateu os desafios do livro digital ontem, em Brasília
O livro digital mais uma vez é tema de debate. Dessa vez não se trata de uma conferência, curso ou palestra sobre o futuro do livro. Trata-se do Seminário ‘Desafios do Livro Digital no Brasil’, que reuniu representantes governamentais, políticos e setor privado na Câmara dos deputados ontem em Brasília.

O tema vem ganhando espaço aos poucos na agenda do Congresso Nacional, sobretudo com a aprovação no Senado da medida que busca a isenção de impostos na importação e comercialização do livro digital. A medida foi o principal foco do debate, tanto do lado do governo quanto dos empresários.

A posição da Frente Parlamentar do Livro e da Leitura, presidida pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), é declaradamente favorável. “O quadro educacional e nível de leitura no Brasil é muito frágil, temos que trilhar todos os caminhos para democratizar o acesso ao livro. Nesse sentido, é adequada essa iniciativa que isenta o livro digital de impostos", contou a deputada ao PublishNews.

O peso dos impostos, sobretudo sobre a importação de aparelhos eletrônicos, é velho conhecido de outros setores produtivos, e com o advento das inovações digitais passou a ser preocupação do mercado editorial também, pois freia uma indústria que, no resto do mundo cresce exponencialmente e já mostrou ter demanda no Brasil: “A gente só não vende mais por causa do preço”, explicou Sérgio Herz, presidente da Livraria Cultura.

Alex Szapiro, da Amazon Brasil, pontuou os inúmeros impostos sobre o livro digital (IPI:10%; II:12%; ICMS:18%; PIS\COFINS:9,25%) e ressaltou que o preço do Kindle, que sai hoje por R$299, poderia cair pela metade se a alteração da lei fosse aprovada. Com pagamento parcelado, um aparelho por R$159 se tornaria então acessível a toda uma nova parcela da população.

Mas o Projeto de Lei que equipara o livro digital ao físico ainda deve sofrer alterações, afinal - como é usual quando o assunto é tecnologia - já precisa de atualizações. Karine Pansa, presidente da CBL, sugeriu alterações na emenda para incluir não apenas edições digitais de livros impressos, mas também títulos que serão publicados primeiramente, e talvez unicamente, no formato digital. Além disso, a CBL sugeriu também abranger o inciso que define a situação contratual com a editora para incluir autores independentes - os autopublicados. A deputada Fátima Bezerra afirmou depois do seminário que deve acolher as alterações propostas.

PNLL, FBN e MEC

Essas três siglas indicam as grandes ‘casas’ do livro no governo. E eles estão se preparando para o digital. Renato Lessa, recém-chegado na Biblioteca Nacional, se inspira no projeto do americano Robert Darnton e sua biblioteca digital dos Estados Unidos. “Um dos desafios é a digitalizar os acervos e trabalhar a ideia de uma Biblioteca Digital Brasileira, seria viável no Brasil”, conta o novo presidente da FBN. Mas ainda há muito o que ser pensado, lembrou Lessa, principalmente em relação à distribuição e mecânica de empréstimo desse acervo digital.

José Castilho, de volta ao MinC, vê no digital um instrumento fundamental de um dos eixos do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), o da democratização da leitura. Segundo Castilho, a falta de leitores “paralisa também o setor produtivo, há casos, por exemplo, onde trabalhadores não entendem as instruções do manual”. Castilho volta ao PNLL com a experiência bem sucedida de downloads gratuitos de títulos digitais na Editora Unesp, da qual é presidente. “A ação da Unesp também é uma ação de política pública, por ser uma universidade pública gratuita que tem interesse no desenvolvimento do conhecimento". O secretário executivo do PNLL reiterou que já está conversando com o MinC para tornar o site do ministério um possível veículo de divulgação da cultura e do livro digital.

O MEC, cujos editais já incluem a aquisição de conteúdo digital, possivelmente é a instância que mais experimentou nesse front: em 2012 o PNLD incluiu o livro digital no formato PDF, e, segundo Monica Franco, diretora da Divisão de Conteúdo Digital do MEC, a parte da distribuição naquele ano foi um dos maiores desafios. Em 2014 as compras governamentais passaram a incluir uma versão híbrida do livro e conteúdo digital; para 2015 o MEC convocou o mercado editorial para pensar o modelo de aquisição do livro digital nas compras governamentais. “A perspectiva é trabalhar a versão digital como uma versão potencializada da impressa, pensar o que ela pode agregar de valor”, afirmou Franco. Em relação aos problemas de distribuição, Sônia Schwartz, Coordenadora Geral dos Programas do FNDE, afirmou que em 2015 cada editora estará livre para escolher sua própria solução no digital: “Não fazia sentido o FNDE fechar um formato de distribuição, porque sempre muda”, falou Schwartz.

Acessibilidade

Coube a Volnei Canônica, coordenador do programa Pazer em Ler do Instituto C&A, falar sobre o elefante branco: a desigualdade e heterogeneidade do Brasil em relação ao acesso à internet: “Temos que pensar como vai ser o livro digital onde a internet não chega, como que vai chegar no interior. Gostaria que tivesse mais momentos para refletir sobre essas questões e sobre como essa isenção dos impostos irá realmente contribuir para um Brasil de leitores”, enfatizou Canônica.

Próximo passo

A expectativa da deputada Fátima Bezerra é ter um projeto pronto até julho. "Estamos trabalhando na direção de aprovar o PL no fim do primeiro semestre do legislativo", afirmou Bezerra. Mas a discussão sobre o digital continua: "A definição do que é o livro digital não está clara, no que diz respeito aos equipamentos, a questão da plataforma aberta, assim como a porcentagem dos direitos autorais no caso do digital", completa a deputada, que finalizou o seminário convidando os participantes para mais um debate, em julho, “para fazer um balanço das ações do MinC e do MEC”.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Tá.
Ok.
Ninguém me explicou muito bem esse negócio de crescer. Minha mãe tentou, eu sei, mas não rolou. Meu pai também tenta até hoje. A escola não consegui essa proeza. Não rolou. Nunca rolou.
O que rola são as contas batendo à minha porta enquanto eu resisto à tentação de comprar a camisa jeans mais estilosa que vi nas últimas revistas que li. E rola a vontade de fazer as malas, encerrar a conta no banco e sumir num mochilão por uns 6 meses. Rola também fazer faculdade de Mendigologia e me especializar em Pedir.
Eu, neste meu fim tardio de adolescência tardia, me debato como uma criança aprendendo a nadar e, mais do que nunca, percebo que o que rola é pagar as contas e abraçar o que dia reserva. Não como uma "velha" mal humorada, mas como uma criança que está se divertindo, mesmo após alguns tombos, em algum parquinho bonitinho da cidade.



 

terça-feira, 7 de maio de 2013






segunda-feira, 6 de maio de 2013

Nas minhas últimas andanças on-line, dei de cara com estes clássicoscom  capas de couro fabulosas no site da Barnes & Noble.




 




domingo, 5 de maio de 2013


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Quando criança eu não tive muitos livros.
Agora, digamos, que sou adulta, não tenho mais onde guardá-los. Em minha casa todo mundo adora livros e compra sempre que pode.
Emprestar... eu estava justamente pensando nisso outro dia. Minto, hoje mesmo pensei nisso. Quando me emprestam, devolvo. Quando empresto... NÃO VOLTAM!
Fica aqui o depoimento: não empresto mais, não enquanto não devolverem meus tesouros.
Desapego é necessário, mas bom senso e educação também!

domingo, 30 de dezembro de 2012


Você já pensou no que é a verdade?
A verdade é uma ideia, que é aceita como inquestionável. Assim todo mundo a aceita e pode se focar em outras coisas. Que outras coisas? Ora, todas as coisas que nós temos que nos preocupar, porque é assim que tem que ser, mas isso tudo também é uma ideia, a ideia que nós fazemos do mundo, e como exercemos nossas escolhas nele, amparados por essas concepções, que nós não questionamos, mas que são também ideias. E sabe o que é o mais legal das ideias? Além delas serem tudo, em termos representativos, elas podem ser criadas!
Não sei quantas vezes já não quis escrever sobre o poder de uma folha em branco. Aquilo é todo universo. Você pode pintar, escrever limpar sua merda, qualquer coisa.Todos nós, o grandes e os pequenos, elabore você sua escala de valores.
 Na música, a coisa pode ficar um pouco mais abstrata, mas ainda sim todos, o músico, o pintor, o escritor, podem também escolher entre os diversos instrumentos para se manifestar, ou podem também criar esses instrumentos. Um novo tipo de som, um estilo poético, trocar pincéis por salsichas descongelando, sei lá. Só acho tudo isso lindo. Muito mais lindo que ter uma Ferrari.
Vejo trombetas voando com Clarice, um submarino com um retrato de Picasso olhando pela janela. Bolinhas de sabão explodindo suavemente, manchando um papel com corante vermelho. E você provavelmente viu tudo isso enquanto me leu. Acabou de representar uma representação que começou em mim. Assim se propagam as ideias, assim começam as verdades.
Obrigado.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Neste ano li várias coisas legais e diferentes. Surpreendi-me com uma pancada de autores mais popzinhos, outros desconhecidos e também consagrados. No entanto, apaixonei-me por Enrique Vila-Matas. Gosto muito das capas das obras publicadas no Brasil pela Cosac Naify e, por trabalhar com livros, o projeto gráfico me chamou bastante atenção, assim como as tiragens, que são pequenas.






















Terminei a leitura de Ar de Dylan há poucas semanas. Vilnius, rapaz obcecado pelo tema do fracasso, me cativou bastante, e seus dilemas me instigaram. Como sempre, tenho o hábito de sublinhar e rabiscar meus livros, e uma das frases que adotei ao ler o livro foi: "Somos vagabundos, mas indispensáveis". Bem, não estou com o livro em mãos aqui, agora, mas a mensagem é essa.














Uma obra que mexeu bastante comigo foi Preces e Mentiras (Editora Novo Conceito). É a primeira obra da Sherri Wood Emmons publicada no país. Adorei a capa e a autora consegue manter a história muito bem. Vários temas polêmicos são abordados e as circunstâncias complexas que circundam uma família que em nada lembra o American dream mantêm o leitor afoito por seu desfecho.










Um livro que me faz pensar até hoje é Um Mundo Brilhante, de T. Greenwood (Editora Novo Conceito). Os capítulos são curtos, bem construídos, as personagens complexas e o enredo bem elaborado. A autora da obra é bastante reconhecida nos Estados Unidos, e não é para menos. O que me deixou ainda mais curiosa foi que, ao discutir a história com outras pessoas que leram o livro, elas também não tinham uma opinião definida a respeito de Ben, personagem principal da obra, e de suas escolhas nem sempre "corretas". Vale cada uma das 336 páginas.








Comprei Hell + Bubble Gum numa ótima promoção no Submarino. Li Hell em uns dois dias. A narrativa é ágil e Lolita Pille ganhou uma fã com toda certeza.
Hell, a protagonista, narra cruamente sua realidade e as pessoas que a rodeiam. Uma frase que ficou em minha mente foi: "Se os ricos não são felizes, a felicidade não existe." Fiquei pensando na história por um bom tempo.








Aproximei-me de George Orwell ahahahaha. Li 1984 (finalmente) e A Revolução dos Bichos. Como Morrem os Pobres e Outros Ensaios está na minha estante. Não preciso nem falar que o Orwell é o cara.